7 Mitos sobre APS

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7 Mitos sobre APS

Algo que chama a atenção do público acadêmico e profissional é a falta de bibliografia que disserte especificamente sobre o assunto APS. E basicamente o que se encontra na internet são materiais com viés comercial (viés que buscamos não prejudicar conteúdos como esse no nosso blog, mas enfim, aqui estamos). A consequência natural desse fato é a limitação do conhecimento do grande público sobre o assunto, que acaba se inteirando do APS de duas maneiras basicamente: na prática, realmente fazendo uso e/ou implantando uma solução destas no seu trabalho com auxílio de uma consultoria especialista; ou no boca-a-boca, falando com o pessoal do primeiro grupo ou até assistindo uma palestra em algum evento. E é assim que os mitos surgem. Vamos ver alguns deles:1. Com o APS, vou deixar de atrasar os meus pedidos e de gerar rupturas de estoques.Ao contrário da piada que nos ensina a colocar 50 palhaços dentro de um táxi, uma fábrica não tem capacidade infinita. Possivelmente o grande truque do APS seja realmente trabalhar com capacidade finita, ou seja, considerar os limites e restrições de um sistema produtivo para poder avaliar o que será possível produzir dentro dos prazos desejados ou não. Ao mesmo tempo o APS buscará fazer isso de uma maneira otimizada dentro das heurístisticas escolhidas, o que realmente gera mais eficiência e permite fazer mais com o mesmesmes mesmesmesmes mesmesmesmes mesmesmesmes mesmesma não será suficiente para atender a demanda. Nestes casos, o APS acabará sendo útil para simular incrementos de capacidade em setores específicos e auxiliar no Planejamento de Capacidade (Capacity Planning) para que, no médio/longo prazo, realmente os atrasos e rupturas sejam eliminados.2. O APS vai programar sozinho minha fábrica toda a vez que houver algum imprevisto na minha produção ao longo do dia.O processo de programação dentro de um software APS é algo está em constante melhoria, que parte de um processo prático e eficaz para o PPCP ter agilidade e bons resultados desde o marco-zero do uso, e evolui gradativamente com automações que apenas vão sendo captadas a partir do uso contínuo da solução. No limite, podemos chegar ao ponto de gerar uma programação totalmente autônoma, que não depende de intervenção humana. Porém, este é um longo caminho e, mesmesmes mesmesmesmes mesmesma. No final das contas, se houver algum problema pontual de curto prazo no chão-de-fábrica, quem irá resolver isto será a própria fábrica.3. O APS só funciona se tivermos 100% dos cadastros de engenharia atualizados e corretos.Esta constatação é possivelmente a mais recorrente e a que nunca será verdade. Nenhuma indústria terá sempre 100% de seus cadastros corretos e atualizados (aqui falamos de cadastros de engenharia como roteiros de fabricação com tempos de processo e alternativas de recursos, assim como estruturas de produto). Como uma fábrica também está em constante mudança, até mesmesmes mesmesmesmes mesmeses.Para minimizar os impactos destas imperfeições intrínsecas à realidade, o ideal é controlar a aderência da programação, ou seja, o quanto estão executando o que está sendo programado. Caso esta aderência esteja baixa, os principais motivos podem ser regras de programação mal-concebidas, resistência no chão-de-fábrica para seguir a programação por disputa de poder, indicadores de desempenho de produção incoerentes, ineficiências, ou tempos e grupos de recursos com problemas cadastrais. Isolando os demais motivos, é possível identificar onde seus cadastros podem estar com mais problemas e realizar forças-tarefa para resolvê-los.Por último, o uso do APS também é muito eficaz para identificar problemas pois ele é muito visual. Caso, por exemplo, um tempo de produção esteja muito acima do que deveria ser, o próprio gráfico de Gantt já indicará o problema no flagra, mostrando uma operação superior às demais.[caption id="attachment_2065" align="aligncenter" width="522"]

Se depender de todos os cadastros antes de começar, provavelmente não começará nunca.[/caption]4. O APS vai me ajudar a analisar a minha eficiência histórica (OEE) e diagnosticar que problemas tenho na produção.A palavra “programação” já infere que se trata do tempo futuro. Um sistema APS é focado em programar ordens/demanda no período futuro. Ou seja, nesse processo, o passado não é protagonista. É claro que ele pode auxiliar, principalmente o passado de curto prazo. A NEO utiliza os apontamentos de chão-de-fábrica de curto prazo para gerar visões de aderência da programação (KPI comentado no item anterior), o que é extremamente útil.Porém não se pode ter a expectativa de que o APS armazenará um histórico de anos e trará análises detalhadas deste histórico. Tecnicamente, é totalmente possível, porém já se trata de um outro escopo de solução, muito mais voltada para o Controle da Produção e os sistemas MES (Manufacturing Execution Systems).5. O APS só funciona se tiver uma solução de Controle de Produção (MES) em uso. Um sistema MES é importante para ter um panorama da produção em tempo real (ou o mais atualizado possível), porém, assim como foi no mito 2, a programação é realizada normalmente uma a duas vezes ao dia. Ou seja, se o key-user programa às 08h e às 13h, o que realmente é necessário é que o cenário do que foi produzido até aquele momento esteja atualizado, e não que tudo esteja atualizado a todo momento. Dessa forma, apontamentos em horários específicos de cada turno, ou apontamentos por unidades de movimento (pallet, bobina, etc) já são suficientes para uma boa programação fina no APS.6. O APS não é útil para linhas de montagem automotiva.Uma linha de montagem automotiva realmente não configura o uso tradicional de APS, porém há vantagens que podem ser muito positivas com o uso dele. Não haverá um sincronismo entre recursos e operações muito complexo causado por fluxos cruzados na produção que ocorrem em outros segmentos, porém existem problemas críticos de sincronismo de materiais. E o APS realiza este sincronismo e auxilia para que todos os processos adjacentes às linhas de montagem atendam-na da melhor maneira possível, identificando quando são necessários insumos em cada operação da linha, assim como em que momentos são imprescindíveis mudanças na linha devido a restrições de mão-de-obra, que podem causar paradas na linha e são tratadas no APS.No final das contas, devido à criticidade de manter o “tambor da fábrica” sempre eficiente, o uso do APS voltado para sincronismo de materiais e controle de restrições é de muita utilidade.[caption id="attachment_2064" align="aligncenter" width="610"]

Linha automotiva[/caption]7. Não preciso de APS pois aqui implementamos o Lean Manufacturing System.Incrivelmente, conceitos que deveriam se somar de maneira sinérgica, muitas vezes são confundidos e entendidos como conflitantes. Além do Lean Manufacturing System se tratar de algo além de uma metodologia, mas uma filosofia, a mesmesmes mesmesmesmes mesmesmesmes mesmesmesmes mesmesmo tempo, o Lean, sozinho, não trata gargalos extretamente dinâmicos cada vez mais frequentes em ambientes produtivos em que o volume de SKUs e diversificação dos produtos aumenta vertiginosamente, fazendo com que, dependendo do mix a produzir, um setor pode ficar sobrecarregado e outro ocioso. Esse dinamismo exige uma resposta rápida e inteligente que apenas um sistema especialista é possível de fornecer, com heurísticas e um poder de simulação capazes de se adaptar a cada situação e momento das fábricas. Eis o APS.É claro que estes são apenas alguns dos mitos (sim, existem muitos mais!) e que os “crentes” destes nem sempre os defendem com unhas e dentes. Mas notamos, seja implícita ou explicitamente, que são questionamentos que rondam as mentes de quem estuda ou pratica o APS. A reflexão vale a pena para entender o que não esperar e o que não temer dele.Você já ouviu algum outro mito?! Compartilhe com a gente aqui![noptin-form id=2822]

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