Planeamento Vs Programação: qual o papel do APS?

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November 25, 2022
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Planeamento Vs Programação: qual o papel do APS?

Você sabe qual o papel do APS? Há basicamente dois grandes processos abrangidos pelo APS, o Planejamento e a Programação. E com muitas vantagens, devido ao fato de ele permitir a realização de planos de produção de curto a longo prazo percorrendo toda a cadeia produtiva e considerando praticamente todas as variáveis e restrições do ambiente produtivo.Alguns termos podem estar relacionados ao mesmo assunto, como Softwares de Planejamento Fino da Produção ou Sistemas de Programação Finita, assim como “Advanced Planning Systems” em inglês. Veja mais sobre a origem do APS!Se analisarmos os principais processos da Gestão da Cadeia de Suprimentos, encontraremos a configuração abaixo, na qual é possível identificar onde se encaixam as soluções voltadas ao Planejamento e à Programação.[caption id="attachment_2686" align="aligncenter" width="1024"]

supply chain management

Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) e APS[/caption]

O Planejamento de Produção com APS

Muitos podem imaginar que uma solução APS tem foco exclusivo nos processos de Programação Detalhada de Produção (as suas primeiras versões não contemplavam o Planejamento, ou pelo menos não com capacidade finita, fazendo com que a percepção do conceito APS ficasse atrelada apenas ao processo de Programação Fina - Scheduling), porém um APS completo abrange muito mais do que isso. O processo de Planejamento da Produção tem basicamente o objetivo de definir o que produzir em cada período de planejamento e em que quantidade, o que é representado pelo Plano Mesmesmes mesmesmesmes mesmesMesMes MesMesMesMes MesMesmo assim, este pode se relacionar estreitamente com o APS por dois motivos: primeiramente, pela característica do S&OP de utilizar um horizonte longo, o que gera uma necessidade maior de simulação de cenários frente às incertezas futuras; assim como o Planejamento de Recursos, o qual interage com o S&OP e necessita enxergar a capacidade produtiva.Como o APS tem toda a sua dinâmica baseada nesta geração de cenários e gestão de capacidade, ele pode apoiar, e muito, o planejamento colaborativo de vendas e operações.A diferença em como o APS atuará em cada um desses dois processos consiste, basicamente, no nível de granularidade de cada um, tanto pela sua posição no ciclo dos processos de Supply Chain, quanto pelo seu objetivo.CaracterísticasAPS (Planning) -> S&OP

APS (Planning) -> MPS

Horizonte

Horizonte de 3, 12 ou mais meses

Horizonte de 1 a 3-4 meses

ObjetoFamílias de Produto

SKU

Gestão de RestriçõesApenas a(s) mais crítica(s)

Mais restrições

Enquanto o S&OP enxergará um horizonte mais longo para apoiar o nível tático e estratégico, provavelmente analisando famílias de produtos, o MPS trabalhará com um horizonte vinculado ao máximo lead time acumulado de fornecimento (ou seja, o caminho mais longo em tempo traçado entre a compra, produção e entrega de um produto).Se estivermos falando de um Production Planning para suportar um processo de S&OP, poderíamos nos dar o luxo de enxergar apenas as restrições mais críticas e trabalhar com as previsões de vendas por família, que posteriormente seriam desagregadas em SKUs (Stock Keeping Unit, ou simplesmente um produto). Isso basta pois, do ponto de vista de capacidade, o objetivo é ver o quanto a mesmesmes mesmesmesmes mesmesmo com capacidade finita, sem considerar que ele deve suportar um processo de curto/médio prazo, recalculando as necessidades a partir das revisões de planos que a Programação Fina realiza. Por isso, ele fica englobado em ambas soluções.

A Programação de Produção com APS

O processo de Programação de Produção (Production Detailed Scheduling) parte dos volumes a produzir definidos previamente no MPS, ou, simplesmente, de demandas contínuas de pedidos de clientes para indústria MTO (make-to-order), com o objetivo de definir em detalhe quando será produzida cada demanda e (eis o principal ponto crítico desse processo) "como".Aqui serão sequenciadas cada uma das operações necessárias para fabricar um produto acabado ou, pelo menos, as principais, caso os gargalos desses processos sejam estáveis e definidos. Como o APS eleva o grau de precisão desse processo, passamos a chamá-lo de Programação Fina. Vejamos os seus elementos.Antes de qualquer coisa, é importante saber o que será programado, o que chamamos de Objeto de Programação. Cada empresa tem a sua maneira de gerenciá-lo, mas a nomenclatura mais padrão é a Ordem de Produção (OP) ou Fabricação. Ela foi criada a partir do MPS que vimos anteriormente, ou até mesmesmes mesmesmesmes mesmesmesmes mesmesmesmes mesmesmo), de acordo com heurísticas e simulações distintas, dependendo do objetivo (por quê heurística e não otimização?!). Com isso, cada recurso recebe a sua lista de ordens a produzir, com a sequência exata a ser seguida.Como principais características do APS clássico para Programação Fina, pode-se destacar:

  • Capacidade finita: neste caso, são consideradas as reais capacidades dos recursos, ou seja, aloca-se trabalho aos recursos somente até o seu limite;
  • Restrições finitas: para retratar fielmente a produção, a programação considera todas as restrições operacionais existentes na produção, como limitações de ferramentas, operadores, matrizes, bitolas, energia elétrica, entre outros;
  • Uso de capacidade dependente da sequência: a maneira como a capacidade será consumida deve variar de acordo com a sequência, desde a variação dos tempos de Setup Interno até a distinção de eficiência entre máquinas capazes de realizar uma mesma operação;
  • Gestão de materiais: a interdependência entre a produção e a disponibilidade de materiais precisa ser considerada, enxergando os estoques disponíveis para alocação nas ordens de produção que os consumirão, assim como as chegadas previstas de mais materiais e as restrições e prioridades de alocação que estes podem ter;
  • Relacionamento entre ordens: as ordens de produção podem ser interligadas de maneira estática ou dinâmica, garantindo assim um melhor controle sobre a produção;
  • Reprogramações: em função de imprevistos e alterações na produção, estes sistemas permitem fazer reprogramações instantâneas, a fim de manter toda a empresa atualizada. Isso pode ser tanto em uma revisão semanal do que será produzido em acordo com as demais áreas da empresa, através do S&OE, quanto uma mudança pontual devido a uma emergência;
  • Simulações de cenários: pelo fato de demonstrar a realidade da produção da empresa, é possível simular análises de performance e dos custos envolvidos com o uso de horas-extras, terceirizações, compras de equipamentos, divisão de lotes, etc.;

Resumo comparativo entre as duas partes de uma solução APS

[caption id="attachment_2696" align="aligncenter" width="1024"]

APS Planning and Scheduling[/caption]Avaliando o todo, entendemos que hoje já se tem tecnologia suficiente para fazer um processo cada vez mais integrado. Não há motivos para realizar um MPS olhando capacidade finita no que tange o produto acabado, considerando apenas um gargalo escolhido, e depois explodir as demais necessidades por MRP, sem enxergar outras restrições.Assim como devemos entender que mudanças em demanda e fornecimento ocorrerão e a necessidade de realimentar o fluxo de maneira veloz e assertiva é crescente. Fazíamos assim nos anos 80 e 90 pois não havia alternativas eficazes o suficiente. Hoje é diferente. Esta evolução não é um processo rápido, porém é imprescindível para quem busca ter uma gestão da cadeia de suprimentos ágil e eficiente.Mas e então, gostaria de saber mais sobre Supply Chain, APS e outros conteúdos? Acompanha o Blog da NEO e veja, além desse conteúdo, mais informações ligadas à Engenharia de Produção.Aproveite e nos siga no LinkedIn e demais redes sociais para acompanhar mais novidades.[noptin-form id=2822]

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